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  • Dr Caio Amilcar

Aborto de Repetição e as Imuno-terapias , quais são as evidencias cientificas ?


O aborto de repetição e considerado toda perda gestacional inicial que ocorre por mais de 3 vezes consecutivas ( abordaremos o tema de forma mais profunda em um próximo post), essa entidade pode ocorrer em 1 - 2% dos casais no primeiro trimestre ( Coulim 1991 ). Existem causas definidas cientificamente , contudo muitos casais ficam sem um diagonóstico definido .


Uma teoria é que existem causas imunológicas que podem estar relacionadas a esses abortamentos. sendo as principais;

- Antigenos leucocitarios ( Celular Brancas do sangue ) do companheiro.

- Ausencia de anticorpos anti-leucocitos maternos.

- Defeitos de anticorpos maternos inespecífico.

Esse pensamento veio de trabalhos, que demostraram uma alteração em fatores de imunossupressão no local da decidua/trofoblasto ( local aonde implanta o embrião ) (Hill 1990 : Jonhoson 1992) , Níveis sistemicos de células Natural Killer (NK), aumentados , foram visto em mulher que tinham sofrido aborto com cariótipo de embrião normal (Clark 1995 ) e tambem estavam aumentados em mulheres com risco aumentado de abortamento mesmo não estando gravidas (Yamada 2003). As pesquisas mais atuais demostraram que existe uma necessidade de inibição de mediadores inflamatórios locais na região placentaria para ocorrer a gestação (Salmon 2004). Entretanto outros estudos não evidenciaram essa relação imunológica e os abortos de repetição , principalmente quando se usa como referencias os componentes de histocompatibilidade paterno e seus marcadores leucocitários e anticorpos (Coulam 1992; Scott 1987; Smith 1988) assim como a relação das células NK com a gestação foram questionadas por um estudo ((Morikawa 2001).

Com isso a Cochrane realizou uma metanálise ( é uma técnica estatística para fazer um resumo de vários trabalhos sobre o mesmo assunto ) para uma melhor descrever o assunto , foram avaliados 20 estudos randomizados , sendo que 5 foram excluídos por falhas na metodologia . A conclusão dessa revisão e que o uso de leucócitos paternos ou o uso de imunoglobulina venosa não aumentam as chances de gestação em pacientes com aborto de repetição , alem disso o autor da revisão ainda conclui dizendo que esses procedimentos podem apresentar efeitos colaterais perigosos e custo alto. Ainda orienta que nenhum teste imunológico deve ser usado com esse propósito, devido aos seus resultados subjetivos e sem evidencias científicas solidas.


FONTE: WWW.COCHRANE.COM


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